Fique sabendo esses dias da existência dos Flash Mobs, mas segundo a Wikipédia, o termo não é tão recente assim. Data de 1800 e era usado para definir grupos na sociedade.
Hoje em dia, flash mob se refere a uma manifestação. As pessoas combinam, pela internet, de se encontrar em um determinado dia, horário e local. Lá elas fazem alguma coisa que modifique totalmente a rotina do lugar e depois se dispersam como se nada tivesse acontecido.
Abaixo vão duas homenagens que fizeram ao MJ. O legal é ver a quantidade de pessoas que participam, e a cara perplexa de quem não sabe o que está rolando. hehehe
No próximo dia 30, o Multishow estréia um programa sobre flash mobs em São Paulo. Aqui no Brasil essa prática ainda não tem tanta força quanto em alguns países da Europa, mas já foram feitas algumas coisas, inclusive em Brasília. A guerra de travesseiros que aconteceu na Torre de TV em abril passado foi uma delas - apesar de eu não saber qual o objetivo dessa guerra até hoje hehe.
Acho a iniciativa muito válida, é uma ótima forma de chamar a atenção. Seria interessante usá-la para mobilizações sobre outros temas... a campanha #forasarney do Twitter, por exemplo. Tomara que pegue.
22 de julho de 2009
10 de julho de 2009
Laços Femininos
Ana Elisa Santana
Especial para o Correio
Joana, uma mulher inquieta e criativa, foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu. No auge da adolescência, ao ler Perto do coração selvagem, romance de estreia da autora, a identificação foi inevitável. “Eu também acho que não sou compreendida. O que vou fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo maluco?”, confessa Beth.
Depois de Joana, vieram outras mulheres na escrita de Clarice. Entre elas, está Ana, do conto Amor, que leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos, e tem a rotina quebrada ao se impressionar com um homem cego, que masca chicletes na rua. Lóri, da obra Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir o amor. Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto Perdoando Deus, se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana.
Essas quatro mulheres, que, para Beth, “representam algumas facetas da própria Clarice”, foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Em Simplesmente eu. Clarice Lispector, espetáculo que tem estreia nacional nesta sexta, no Centro Cultural Banco do Brasil, às 21h, a atriz interpreta, mais do que a escritora e suas personagens, fragmentos que reconhece em si mesma: “Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim”.
Na peça, Beth faz reflexões sobre temas como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, loucura, aceitação e entendimento e trabalha pontos característicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já, “aquele momento único, que é como um flash”, explica a atriz.
Para o monólogo, que ela também dirige, passou os últimos dois anos mergulhada em longa pesquisa. A narrativa se constrói a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor. “Ela falava sobre o amor maternal, o do relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público.”
Para a atriz, representar Clarice Lispector é realizar um antigo desejo. “Eu sempre acalentei essa vontade de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocá-la viva em cena.” A caracterização foi feita de forma cuidadosa. Detalhes como a maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart, que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das personagens e da autora. “O espetáculo todo é como se fosse uma grande folha em branco a ser escrita por esses personagens, pelos movimentos, pelas ações, pela luz.” Na produção, parceiros como Amir Haddad, na supervisão de direção, e Alfredo Sertã, na trilha sonora.
Matéria publicada no Correio Braziliense desta sexta. :)
Especial para o Correio
Joana, uma mulher inquieta e criativa, foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu. No auge da adolescência, ao ler Perto do coração selvagem, romance de estreia da autora, a identificação foi inevitável. “Eu também acho que não sou compreendida. O que vou fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo maluco?”, confessa Beth.
Depois de Joana, vieram outras mulheres na escrita de Clarice. Entre elas, está Ana, do conto Amor, que leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos, e tem a rotina quebrada ao se impressionar com um homem cego, que masca chicletes na rua. Lóri, da obra Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir o amor. Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto Perdoando Deus, se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana.
Essas quatro mulheres, que, para Beth, “representam algumas facetas da própria Clarice”, foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Em Simplesmente eu. Clarice Lispector, espetáculo que tem estreia nacional nesta sexta, no Centro Cultural Banco do Brasil, às 21h, a atriz interpreta, mais do que a escritora e suas personagens, fragmentos que reconhece em si mesma: “Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim”.
Na peça, Beth faz reflexões sobre temas como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, loucura, aceitação e entendimento e trabalha pontos característicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já, “aquele momento único, que é como um flash”, explica a atriz.
Para o monólogo, que ela também dirige, passou os últimos dois anos mergulhada em longa pesquisa. A narrativa se constrói a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor. “Ela falava sobre o amor maternal, o do relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público.”
Para a atriz, representar Clarice Lispector é realizar um antigo desejo. “Eu sempre acalentei essa vontade de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocá-la viva em cena.” A caracterização foi feita de forma cuidadosa. Detalhes como a maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart, que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das personagens e da autora. “O espetáculo todo é como se fosse uma grande folha em branco a ser escrita por esses personagens, pelos movimentos, pelas ações, pela luz.” Na produção, parceiros como Amir Haddad, na supervisão de direção, e Alfredo Sertã, na trilha sonora.
Matéria publicada no Correio Braziliense desta sexta. :)
4 de julho de 2009
Vozes de Planaltina
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