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15 de março de 2011

mafalda

Era sábado, 20 de fevereiro de 2010. Eu só tinha mais uma manhã em Buenos Aires e queria, a todo custo, encontrá-la. Depois de passar a noite na balada, apenas tomamos um banho e resolvemos encarar o (agoniante) metrô da cidade - o mais antigo da América Latina, com quase cem anos. Apesar da tempestade que havia caído no dia anterior, o clima era quente e abafado como no litoral brasileiro. Entrar em uma das estações para pegar um trem tornava a situação ainda mais insalubre, com todo respeito à capital hermana - cidade mais charmosa que já conheci, por sinal. Mesmo assim, pegamos o mapa e fomos para o outro lado da cidade. Destino: bairro de San Telmo.

Depois de chegar à estação e caminhar por uns cinco minutos, chegamos. Lá estava ela, em uma pracinha entre as ruas Chile e Defensa, sentada em frente ao prédio onde seu criador Quino a criou e morou por boa parte da vida. Uma boa aventura pra encontrar a menina que ama Beatles e Pica Pau. Muito bom relembrar esse dia.

Hoje Mafalda completa 49 anos, com "corpinho" de seis. :) ¡Feliz cumpleaños!

 
¿No será acaso que ésta vida moderna está teniendo más de moderna que de vida?

10 de março de 2011

Presente dos Filhos de Gandhy

Passei o carnaval deste ano em Recife e Salvador a convite da Ambev e fiz uma matéria que, infelizmente, acabou não sendo publicada no jornal. Mas a curiosidade é legal e vale para todos conhecerem. E às meninas que ainda pretendem passar um carnaval na Bahia: cuidado! hehe =)

O carnaval baiano é cercado de tradições que envolvem não apenas música, mas religião, cultura e diversos tipos de arte. Com o passar do tempo, o axé que tradicionalmente dá o tom das festas por circuitos como Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Campo Grande) ou Batatinha (Pelorinho) começou a abrir espaço para outros ritmos, como a música eletrônica, o frevo vindo do Recife ou até mesmo a música sertaneja. Este ano, desfilam em trios a dupla Jorge e Mateus e até Will.I.Am, do grupo Black Eyed Peas. Tão misturados e receptivos como a trilha sonora do carnaval brasileiro, os costumes que envolvem a história de alguns blocos também passam por transformações a cada ano de carnaval, inclusive do tradicional Filhos de Gandhy, que desfila pelas ruas soteropolitana desde 1949.

Com a filosofia inspirada nas mensagens de paz transmitidas por Mahatma Gandhi, o grupo formado exclusivamente por homens mistura a Índia com a tradição da religião africana e ganha as ruas de Salvador carregando sprays que deixam a avenida com aroma de alfazema, além de usar figurino característico: um turbante e fantasia de lencóis e toalhas brancas, para lembrar vestes indianas. Muitos artistas participam do grupo, entre eles o cantor Gilberto Gil. No último domingo (8/3), o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) assistiu ao desfile dos blocos do circuito Barra Ondina no camarote da cantora Daniela Mercury, e apareceu com um dos colares no pescoço. “Sempre o uso no carnaval, para mim é como um talismã”, disse.


O adereço que os integrantes do bloco carregam em volta do corpo dão o visual característico do bloco de Salvador: um grande mar azul e branco. As cores são referência ao afoxé que enfoca Oxalá, o orixá maior. Inicialmente usados como instrumentos presenteados para desejar paz durante o carnaval, os já conhecidos “colares dos filhos de Gandhy” passaram a ter outro significado.


Não se sabe o ano ao ao certo, mas entre os soteropolitanos mais novos que pulam o carnaval os colares azul e branco se uniram à outra diversão característica dos blocos de rua baianos: boa parte dos homens que desfilam no Filhos de Gandhy usa os acessórios para conseguir conquistar as mulheres que também brincam nas ruas. Cada colar passou a ser sinônimo de um beijo.

Há mulheres que negam de todas as formas terem ganhado os colares que carregam com um beijo de um dos Filhos de Ghandy, enquanto outras fazem coleção em volta do pesçoco. A estudante Ísis Machado, de 18 anos, cresceu vendo de perto a festa em Salvador e carregava, na noite de domingo - quando o bloco desfilou pelo circuito Campo Grande - oito adereços. “Não ganhei todos com um beijo não. Tenho alguns amigos e paqueras que participam no bloco e eles me deram”, afirma. Mas a baiana confirma como que alguns dos colares foram adquiridos. “Já é tradição aqui na Bahia a troca por um beijo”, diz.

Nem todos os homens que desfilam no bloco, entretanto, aproveitam desse costume  de Salvador para conquistas as mulheres na avenida. Ou ao menos garantem que não. O engenheiro Paulo Henrique Dias, de 25 anos, participa do grupo há quatro anos e afirma que já trocou muitos colares por beijo em carnavais passados. “Chegava beijar mais de 20 meninas por dia”, lembra. Este ano, ele parou de seguir a tradição porque começou a namorar.
“Agora sou comprometido, beijos só com ela.

22 de fevereiro de 2011

and life has a funny way...

Sempre me identifiquei com essa música da Alanis... principalmente com os trechos finais, em que ela fala de como a vida tem mania de nos dar tapas na cara. Quando tudo parece estar na mais perfeita harmonia, é bom se preparar porque alguma coisa vai, com certeza, nos colocar para baixo. Mas a melhor parte é poder ter certeza de que quando tudo parece dar errado, ou até mesmo naqueles dias em que tudo parece estar bem mas o desânimo começa a tomar conta, algo sempre vem para mostrar o quanto vale a pena passar pelas "pedras no caminho".

Eu tenho exercitado o hábito de agradecer por tudo. Até mesmo quando todos os palavrões que um dia já aprendi vêm à cabeça, tento respirar fundo e agradecer. Simples assim. Não é fácil, mas faz a diferença.

Hoje eu tomei mais um "tapa na cara" da vida. Totalmente inesperado, mas um dos melhores até hoje. Ontem escrevi o quanto sentia falta de pegar um mapa e sair perambulando por ruas desconhecidas, e hoje descobri que conhecerei, daqui a 10 dias, as ladeiras de duas cidades que sempre desejei visitar. Sem contar o banho de mar que estava previsto pra maio e vai ser adiantado. Pra lavar a alma e começar o ano de vez nessa vida cheia de ironias.

Well life has a funny way of sneaking up on you

When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everthing blows up in your face




um mapa na mão...

Que saudades de pegar um mapa e sair perambulando por uma cidade desconhecia, observando cada esquina, prestando atenção em cada rosto diferente que nunca vi e, provavelmente, nunca mais verei. Morar em uma "obra de arte", como dizem por aí, não é uma tarefa tão fácil, mas nos deixa mal acosumados depois que aprendemos a encontrar os endereços simetricamente distribuídos. Nem precisa ir muito longe; é só experimentar dar um pulinho ali em Goiânia pra sentir o gosto de andar por uma "cidade de verdade", como eu costumo dizer.

Não é que eu não goste de Brasília - muito pelo contrário. Cidade com o céu mais lindo de todo o mundo, não tenho dúvidas. Céu que se reflete no Lago Paranoá e, nas tardes de domingo (sim, especialmente as de domingo), proporciona aos nossos olhos o pôr-do-sol mais deslumbrante, visto da Ermida Dom Bosco. Quem não gosta dessa cidade não a conhece, isso é fato.

Amo minha casa, mas como boa andarilha, preciso sempre partir. Sempre volto para casa, mas preciso partir. Há um ano eu desembarcava no Brasil, voltando de duas das cidades mais encantadoras que já pude pisar: Santiago e Buenos Aires. Na primeira, um povo carinhoso que cativa de uma forma inigualável, na segunda, clima de sedução a cada esquina. Não sei se o que me impressionou mais foi o clima bucólico e ao mesmo tempo de metrópole da capital chilena que nessa época do ano só fica escura após as 21h, ou a beleza e loucura que se misturam na linda Buenos Aires.

Foi nessas duas cidades que, depois de muito tempo, pude relembrar o que é o prazer de descobrir o desconhecido, usando só um mapa e disposição pra sair caminhando... e de quebra, com o gostinho de ter que entender uma língua diferente. Quem me dera poder descobrir uma rua como a Florida todo mês, toda semana...


25 de janeiro de 2011

Ah, São Paulo...

25 de janeiro. Aniversário de uma das cidades que mais me desperta inquietação. 


Gostava de São Paulo antes de conhecer e, quando pisei o pé naquela confusão, foi amor à primeira vista. Lembro até hoje da primeira impressão que tive da cidade: prédios e mais prédios na saída do metrô na Estação República. A escada rolante subia e ia, aos poucos, me inserindo naquela imensidão. Esta é a palavra. São Paulo é imensidão.

Até hoje, uns três anos depois, é assim. Uma pena minha relação com essa cidade ser - ainda - tão distante. É como um amor que teve encontros esporádicos e intensos, mas ainda não encontrou a chance de acontecer de verdade. Uma ligação que parece vir de outras vidas. Uma energia diferente, que revigora, dá ânimo, vontade de viver.

Procurar CDs legais na Galeria do Rock, caminhar pela Paulista, sentar em um barzinho na Vila Madalena, admirar a vista (e que vista) do Edifício Itália. São Paulo é simplicidade. E não tem correria, metrô lotado ou céu cinzento que me façam mudar de ideia. É paixão para o resto da vida.

De uns tempos pra cá ando "perdendo" amigos queridos pra essa gigante. Mas não fico triste. É mais um motivo para voltar, matar as saudades. São Paulo é reencontro. Quem sabe um dia eu não vou pra ficar? De qualquer forma, mesmo que eu não chegue a morar por lá, sinto que vai ser sempre assim. Um museu, um café, uma garoa...

São Paulo é São Paulo. Não há outra igual.

16 de abril de 2009

Sampa e cores

Vitrais na Estação Pinacoteca - São Paulo, em 3/10/2008

um adesivo colorido foi colado nas janelas para dar o "efeito vitral". Gostei muito do resultado. Ao fundo, os trilhos que levam à Estação da Luz. =)

obra de Beatriz Milhazes, foto minha (de celular =/)

23 de janeiro de 2009

Pedacinho do paraíso

na falta de palavras...
uma câmera fotográfica e minha paixão pelo pôr-do-sol.


Serra da Canastra
São Roque de Minas, MG, 20 de julho de 2008